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Um time sem alma de Sport

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18/05/17

Um time sem alma de Sport empata com o Bahia e vai decidir título em Salvador

Sem alma

Um time sem alma de Sport empatou ontem com o Bahia pela primeira partida da decisão da Copa do Nordeste 2017. Não se é concebível um time estar em uma grande decisão como esta e permanecer apático como se tivesse jogando no sol do meio dia depois de uma feijoada. Do Presidente aos atletas (e passando pela comissão técnica), falta a alma guerreira, batalhadora, com sangue nos olhos que criou a imagem do temido Sport Club do Recife.

Ao colocar dois volantes e promover a volta de Everton Felipe ao time titular, Ney Franco deu um suspiro de mostra que poderíamos ver um time diferente. Até vimos um começo voluntarioso com André e Rogério correndo muito. No primeiro tempo, o time até foi relativamente bem, mas muito, muito longe de ser o Sport que imagina ver em uma final.

Bahia

O esfacelado Bahia não conseguiu produzir ofensivamente na primeira etapa, mas conseguiu fazer um gol, anulado erradamente pelo juiz, o que poderia complicar muito a situação do Sport. Mas o gol e outros lances na área do Leão mostraram claramente que falta treinamento de posicionamento, porque sempre, EM TODA JOGADA, tinha pelo menos um jogador do time baiano sozinho na área.

O time baiano, não é nenhum bicho de sete cabeças. Vai ter o reforço de jogadores importantes na volta, mas o Sport conhece bem o meia Régis, grande destaca dos soteropolitanos e nossos zagueiros podem muito bem anular o artilheiro da Copa do Nordeste.

Ney Franco

O mínimo de organização que o treinador trouxe foi um alento ante à esculhambação tática das eras Falcão, Oswaldo, Daniel, mas foi só isso; uma ilusão. A apatia do treinador reflete no time. O grande mérito deste fraco treinador, que por mim saía hoje mesmo, foi “descobrir” Fabrício. Nosso camisa 36 é muito bom, mas não é o cara que substitui Rithely, pois ele é um volante mais cadenciado e importante em outras funções no campo. Ontem ele se esforçou, mas não é o cara para fazer a ligação com Diego Souza, principalmente quando o camisa 87 tá mais para dormir que para jogar.

Matheus e Raul

Matheus Ferraz, surpreendeu, e não foi aquele responsável pelos piores lances do time, tampouco o foi Raul Prata, improvisado na lateral esquerda. Sofreu com os constantes ataques do Bahia pela sua lateral, mas dentro da sua limitação e da improvisação, pode-se dizer que ele conseguiu cumprir uma parte da sua função bem, apesar de não ter ganho nenhum lance dos jogadores do Bahia.

Rogério

Inexplicável é Rogério nunca sair do time. Um jogador pífio, que mais parece um carro desgovernado. Atacante que joga de cabeça baixa e ainda é um fominha é um sério problema, pois a bola chega a seus pés e sabe-se que dali não sai mais nada. Hoje não é melhor que um Felipe Azevedo, que era duramente criticado na Ilha. Apesar disso, Ney Franco tira todos os jogadores do campo (ontem ia tirar Diego Souza), menos ele. Só pode ser um caso de amor platônico. André segue sendo patético e Everton foi o único a tentar algo diferente, mas terminou saindo do time para entrada de Juninho, que fez o gol de empate.

Um time sem alma de Sport empata com o Bahia e vai decidir título em Salvador (foto: Diario de Pernambuco)

Um time sem alma de Sport empata com o Bahia e vai decidir título em Salvador (foto: Diario de Pernambuco)

Resultado

Resultado foi ruim, mas poderia ser mais desastroso e ainda dá tempo de reverter e ser campeão; afinal, na única vez que o time se superou foi em uma situação de adversidade.

Se o Sport for ele mesmo, um time com vontade, raça, sangue no olho, que disputa toda bola como se fosse a última, podemos ter a certeza que a orelhuda fica na Ilha do Retiro!

PELO SPORT TUDO!

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