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COSTA DO MARFIM 2X1 JAPÃO – O primeiro jogo de Copa a gente nunca esquece

por
16/06/14

34 anos e assistindo minha sétima Copa do Mundo (82 e 86 nem conto, já que era muito moleque) fui no dia 14/06/2014 assistir meu primeiro jogo do maior torneio de seleções in loco. O jogo entre Costa do Marfim e Japão podia até não ser  um dos maiores clássicos do futebol mundial, mas de quê isso importa? Nada, é jogo de Copa e sonho é sonho. A experiência não se resumiu apenas ao jogo; tem todo o clima criado, as pessoas de diversos lugares, a expectativa de participar de um evento dessa magnitude.

Para tentar passar tudo farei um relato desde a saída de casa até o retorno.

MOBILIDADE E SERVIÇOS NA IDA

Fila do Expresso Arena

Na Copa das Confederações fui de carro para assistir Espanha x Uruguai e o trânsito foi um tanto complicado. Desta vez usei o serviço completo: comprei o Expresso Arena, que sairia do Shopping Rio Mar. Chegar ao centro de compras foi tranquilo e o sistema armado para os ônibus funcionou tranquilamente. Faltou mesmo comunicação entre os voluntários; perguntei antes de entrar na fila se podia ir dentro do ônibus com cerveja para uma voluntária e ela me disse que sim. Desta forma fui para a fila, mas na hora de entrar no coletivo um outro voluntário disse que não podia entrar com as cervejas. Resultado: tomei todas antes de entrar. Saímos do Shopping as 19h e o caminho foi tranquilo com um pequeno trânsito, mas o motorista não recebeu o itinerário e não sabia onde era a parada, mas uma parada para perguntar e foi tudo resolvido.

Paramos perto da Arena Pernambuco (600 metros)  e o trajeto foi sossegado. Paramos para tirar fotos e turistas do Peru e EUA se ofereceram para tirar fotos nossas. O clima era totalmente diferente de qualquer jogo. O primeiro problema viria a seguir. A organização colocou fila única para entrada antes dos guichês de revista. Só que sem voluntários para orientar e um caracol muito pequeno a confusão foi grande e o espremido foi desnecessário. Ninguém sabia onde começava ou terminava a fila. Uma desorganização quase amadora e que atrasou bastante a entrada. Conseguimos acesso 30 minutos depois.

Ao entrarmos na área branca outro problema. O totem indicava o portão S para o lado direito da entrada principal e para lá seguimos. Para nossa surpresa, o acesso terminava no portão R. Ao questionar um voluntário, o mesmo informou que não ser possível chegar no outro portão por aquele caminho e teríamos que dar a volta completa no estádio. Voltamos a entrada principal e perguntamos a outro voluntário que estava ao lado do totem. Ele confirmou que era para o lado oposto do que tínhamos ido e logo reclamei da placa que nos mandou para o lado errado. Ele não podia fazer muito e só pôde dizer “É, está errada mesmo. Mas siga por aqui que não tem erro”. Foi quase isso. Sem mais totens “informativos” chegamos ao portão B e ao final tinha um parede. Perguntei a outro voluntário e ele disse para pegar a rampa em frente.

Enfim chegamos e entramos. Os bares, apesar da pouca diversidade, com bom serviço e com bebida gelada. Vamos ao jogo.

A “fila única” da FIFA


O JOGO

O jogo me interessava principalmente por quatro figuras: Honda e Kagawa do Japão e Yayá Touré e Drogba da Costa do Marfim. As equipes não são um primor de técnica, mas era jogo de Copa amigo. Na minha frente um casal de japoneses bem animados, ao lado dois norte-americanos e um italiano. Mistura boa e de assunto comum. Pode-se dizer que a partida foi animada; longe de um primor técnico, os dois times tiveram muita vontade e correram bastante. Digo  que Kagawa me desapontou; o camisa 10 nipônico errava passes bobos e não foi 10% do jogador que vejo jogando pelo Manchester United. Ele se mostrou um meia pouco objetivo e que tocava muito de lado e tentou poucas jogadas em direção ao gol. Honda, por outro lado, fez um bom jogo. Fez o primeiro gol na Arena PE na Copa 2014 e foi um oásis no deserto. Enquanto o time lutava para conseguir dar dois toques, o camisa 4 conseguia realizar lances de efeito e tentava algumas tabelas.

Os dois times foram pragmáticos em muitos pontos e não quiseram se expor para não sair derrotados. Muito da partida, principalmente no primeiro tempo, se concentrou no meio campo. Alguns lances mais esporádicos, sem todavia, levar grandes perigos ao gol adversário. As duas equipes erraram muitos passes. O que valeu mesmo foram as torcedores; japoneses e marfinenses fizeram a festa. A animação dos africanos era contagiante e com seus instrumentos não pararam de tocar um minuto sequer, principalmente depois da virada. A turma do oriente era mais contida, mas não teve vergonha de gritar “NIPPON, NIPPON!”. Tinha apostado um 3×2, mas o 2×1 ficou de bom tamanho.

Japoneses cantando o hino do País

Touré é muito bom, joga de cabeça erguida e é um excelente segundo volante, mas ele não é um camisa 10. A Costa do Marfim não tem esse jogador e camisa 19 tenta fazer essa função. Funciona em alguns momentos, mas ele é mais um bom passador e tabelador que criador; uma pena. Didier Drogba é um capítulo à parte; começou no banco, mas foi apenas ser chamado pelo técnico que a torcida fez a festa. Ao aparecer no telão, a plateia foi ao delírio. O camisa 11 incendiou o time dos Elefantes e fez logo uma boa jogada. Percebeu-se uma mudança no time com a entrada dele e, em poucos minutos, Bony e Gervinho marcaram os gols que decretaram a virada e a vitória marfinense. Drogba é muito bom, mas para este time da Costa do Marfim ele é muito mais um líder, uma referência, que um jogador que desequilibra.

O ponto ruim foi que no intervalo fui fazer um lanche (já que saí de casa às 18h e no meio tempo já eram 23h) e, para minha surpresa já não tinha mais cheese burguer. O pessoal fez a Copa das Confereções(        que segundo a FIFA é evento teste) e chegou na hora da Copa e falta comida no intervalo do jogo? Nem tão padrão FIFA assim. Os preços são bem salgados e pagar R$10 em um pão com salsicha é para se lascar; pelo menos uma carne enchia um pouco mais rsrsrs

MOBILIDADE DA VOLTA

A saída foi tranquila e rapidamente chegamos à fila para o expresso arena. Vai, agora, minha crítica ao pessoal que organiza os ônibus. Os expressos para Rio Mar e outros locais ficavam no mesmo espaço, mas não tinha separação entre as filas e quem tentava passar para a sua fila era mandado para o final, porque não era possível distinguir. Outro problema era a falta de coberta onde tinha a fila. Caramba, se sabe que tem chuva, muita chuva nessa época e não difícil olhar a previsão do tempo. Não adiantou ficar o jogo todo seco, no estádio coberto; tomei 1 hora de banho de chuva na fila da volta. No local também não tinha iluminação nem policiamento. Mas a fila andou rápido e as pessoas respeitaram a fila (os poucos furões foram postos para trás por quem esperava) e não houve trânsito.

Valeu muito a pena. Os poucos problemas não foram graves, mas vale o registro tamanho o investimento no evento. Sexta tem a Itália em campo e eu na arquibancada!

Mais de 90% de satisfação!

ESTÁ TENDO MUITA COPA E AINDA VAI TER MUITO MAIS!

 

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