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As várias visões de uma partida de futebol.

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10/03/17

Análises.

Seja sobre o que for, deve ser feito com critério e, acima de tudo, imparcialidade.

Mas este blog é um espaço destinado a torcedores, caneludos, passionais e corneteiros, os da melhor espécie possível, diga-se!

Então tomo a liberdade de analisar à partir da visão de um torcedor apaixonado, aflito e nervoso, porém com aquele 1% de parcimônia.

Quando coloco no título do post “As várias visões de uma partida de futebol” quero transmitir exatamente o que senti durante a partida de ontem entre Sporting Cristal x Santos, pela Libertadores.

Então vamos às análises.

Análise 1 – O torcedor apaixonado.

Começamos com o check list das mandingas.

Camisa da sorte – ok

Beijinho no escudo seguido de fortes vibrações positivas – ok

Dizer palavras de incentivo para cada jogador enquanto o narrador passa a escalação – ok

Olhar ameaçador para o juiz, seguido de uma frase do tipo “não vai complicar o jogo pá nóis, hein!?” – ok

Sinal da cruz mesmo sem crença religiosa – pô, vai que Deus tá vendo, cara?! – ok

Bora pro jogo!

Torcemos e vibramos a cada bola roubada. A cada chance criada – foram poucas. Levantar do sofá cada vez que o adversário chega com perigo. Comemorar como um gol cada defesa milagrosa do Vladimito – foram várias – orientar ao árbitro que se dirija até a residência de sua amada genitora quando o mesmo válida um gol irregular do time adversário. Repetir o último item quando o mesmo bom filho invalida um gol legal do seu time – o da virada!

Esses itens são essenciais para avaliar se a sua torcida foi ou não responsável pelo resultado final.

Se seguiu tudo direitinho até aqui, fez bem a sua parte.

Jogo de libertadores é diferente. Nem sempre sua mandinga funciona bem. Talvez seja a distância, o sinal não deve pegar bem.

Mas o importante é não desistir.

Segue o jogo.

Análise 2 – O torcedor apaixonado que tenta ser um analista imparcial.

O time adversário é mais fraco que o seu.

O empate não é um resultado considerado bom.

A zaga tá feitinha, a meiúca tá montada, o ataque redondinho…

O time adversário é só o campeão peruano… Pff

Libertadores, amigo.

Não dá pra levar tudo em consideração, a vontade e a raça aqui prevalecem.

E o Pexe nem jogou mal, até que foi longe disso.

A não ser pelas bolas aéreas. Aí talvez seja exigir demais deles. Totalmente aceitável tomar gol de cabeça de um cidadão com 173cm de altura.

Sqn, bruxão!

– Essas linhas de impedimento matam… Não dá pra confiar em bandeirinha, ainda mais em libertadores!

Foram no mínimo três jogadas aéreas com chances claras de gol. E se não fosse o Vladimir – Que homem! (Hétero) – voltaríamos do Peru empalados, sem o perdão do trocadilho.

O Pexe demorou mais de 30 min pra finalizar. E no primeiro tempo, mesmo perdendo o jogo, faltou chutar.

Aliás, além da gritante deficiência na bola aérea, o Santos finaliza muito pouco. Toca, toca, toca e nada…

É o tic sem o taca.

A jogada do gol foi um lampejo do que o time pode – e deve – fazer. Tocando bola na entrada da área, com paciência e verticalizando o jogo. Movimentação, infiltração e a genialidade de Renato e LL. O passe do 10 foi genial, mas e a deixada do Renato, vocês viram?

O Santos quando jogou, mereceu vencer. Uma pena não ter feito isso durante 30 minutos de jogo pelo menos.

No fim, quando parecia que o físico dos atletas caiçaras faria a diferença positivamente, os peruanos foram com muito mais perigo à meta de Vladimir – Ah! Vladimir (hétero).

O árbitro influenciou no resultado. O Santos teve um gol mal anulado e o sofrido estava irregular. Mas são fatores que, como visto até na #Glamourosa Champions League, com os juízes caseiros, devem sempre ser levados em consideração.

Mas o Santos poderia e deveria ter vencido.

Diante das circunstâncias atuais e do momento turbulento, não dormi de cabeça inchada, mas…

Vou me arriscar em avaliar as atuações:

Vladimir – Já mencionei o quanto ele foi foda ontem? NOTA – Ão ão ão, Vladimito é seleção!

Victor Ferraz – Teve algumas boas aparições no meio e no ataque. Funciona bem com o LL. Deu espaço nas costas. NOTA – Avenida Victor Ferraz.

Cléber – Salvou um gol embaixo do pau. Ainda precisa de ritmo. A saída de bola dá aquele friozinho na espinha. NOTA – Avatar da vila.

David Brás – Entregou um pra cada lado. Foi tão competente nas entregas que nenhuma se converteu em gol. NOTA – Entrega em 30 minutos ou seu dinheiro de volta.

Zeca – Tá triste de ver. Caiu demais em relação ao ano passado. Parece inseguro e poucas vezes apareceu bem no meio ou no ataque. NOTA – Porquê sim, Zequinha.

Renato – 99% anjo, perfeito, mas aquele 1%… NOTA – Não precisa nem suar.

Thiago Maia – Correu como os deuses do seu antigo povo fariam. Fez o gol no elemento surpresa como em seus tempos áureos. NOTA – Reza menos e chuta mais.

Lucas Lima – Lampejos do craque que já foi. Ontem quando resolveu jogar o Santos cresceu. O time depende muito da qualidade dele e é o seu reflexo. NOTA – Que passe!

Vitor Bueno – Foi o primeiro a chutar uma bola em gol. Mas senti que não estava numa boa noite. Bem substituído. NOTA – Bem substituído.

Vladimir Hernandez – Estreia discreta. Tem velocidade e recompôs bem. Na frente não rolou pra ele. Expectativa. NOTA – Finalmente!

Copete – Raça e, ontem, nada mais. Fez um cruzamento de canhota que, como diria Milton Leite, meu Deus. NOTA – Corre, corre, corre…

Bruno Henrique – Gostei da movimentação e empenho. Acho que foi isso. NOTA – Tem que jogar no lugar do Copete pra ver.

Ricardo Oliveira – Precisa que a bola chegue em condições. Só aconteceu uma vez e ele guardou. Mesmo não tendo valido. NOTA – Pastor sem metralhadora.

Matheus Ribeiro – Não lembro nem no lugar de quem ele entrou. Não teve tempo pra nota. NOTA – Sem nota.

E é isso aí.

Um ponto não foi ruim. É que saber que o time poderia ter vencido dificulta aceitar. Mas tá valendo.

Precisamos vencer bem o The Strongest em casa pra ficarmos numa situação tranquila, já que no outro jogo o Santa Fé deve vencer o Sporting Cristal, jogando em casa.

Na próxima rodada, vencer é obrigação.

Saudações Alvinegras.

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