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Análise Tática: Corinthians 3×0 Vasco

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30/07/15

E o óbvio aconteceu. Mais uma derrota acachapante. Mais um vexame. O vascaíno não aguenta mais essa situação. E o que mais desespera, é que as notícias dão conta que caso haja uma queda do treinador Celso Roth, o nome mais cotado é o de Renato Gaúcho. Sem entrar no mérito se um é melhor que outro, são treinadores que não me parecem capazes de trazer conceitos que tirem o time desse calvário. Oremos.

Mas vamos ao time do Celso.

O Vasco foi a campo novamente distribuído em um 4-1-4-1 com Jordi no gol, Jean Patrick, Luan, Rodrigo e Christianno na primeira linha. Anderson Salles entre as linhas. Na segunda linha Riascos pela direita e John Cley pela esquerda como extremos, com Serginho e Guiñazu como interiores. Herrera sozinho na frente.

A estratégia era clara, linhas adiantadas e meia pressão para não deixar o Corinthians sair com a bola limpa. Estratégia boa, execução nem tanto. O Corinthians teve sim sua saída atrapalhada pela marcação alta do Vasco, o problema é que quando conseguia ultrapassar a primeira linha de bloqueio, encontrava um espaço generoso para atacar objetivamente o gol vascaíno, proporcionado pela falha na marcação de retorno do meio vascaíno.

Nos dois frames abaixo, percebemos duas dessas “fugidas” do ataque corintiano pela direita, o primeiro com Jádson, o segundo com Fágner, sempre com Elias chegando na frente de Serginho.

A falta de sintonia defensiva do time do Vasco grita, e alguns erros se repetem com frequência assustadora. Se acabamos de ver no frame acima, que mesmo sofrendo um gol assim no jogo contra o Palmeiras, o Vasco continuou deixando a entrada de sua área entregue ao adversário, no frame abaixo vemos outro erro corriqueiro, sempre tem alguém desalinhado na linha da defesa. Nesse lance, Jean Patrick, sete meses sem jogar, se protege, esquecendo de alinhar-se a defesa.

Se formos somar as imagens com o fato de o Vasco não ter finalizado uma só vez no gol do Corinthians em todo primeiro tempo, chegamos a conclusão que simplesmente não ter levado gol, não é motivo para os vascaínos saírem comemorando o desempenho do primeiro tempo. Falsa sensação de melhora.

Outra coisa que me chama a atenção, foi a marcação do Vasco em uma bola parada defensiva. Repare comigo, são cinco corintianos contra quatro vascaínos. Inadmissível. Me lembrou o gol do Henry que desclassificou o Brasil na Copa de 2006.

No segundo tempo o gol corintiano chegou bem cedo, e como citou Celso Roth na entrevista, serve como “fator de desequilíbrio”,  mas desequilíbrio emocional da equipe. E veio com ajuda da vitória pessoal de Elias sobre Luan, mas também pela marcação individual com encaixes longos, que movimenta todos os jogadores do sistema defensivo. No popular “cada um pega o seu e vai com ele até o fim”. Conceito duvidoso.

No frame abaixo, o lance do gol nos mostra que Luan sai do seu posicionamento a caça de Elias, Jean Patrick fecha como zagueiro e Anderson Salles faz papel de lateral.

Em uma marcação por zona, cada jogador estaria em sua posição, pegando o jogador que entrasse no seu campo de ação. Mas a escolha de Celso Roth é pela marcação individual, caminho mais fácil e mais antigo.

O Vasco perde por 1×0 e não tem força para reagir, o time está abatido. Ao contrário de uma situação normal, o time não vai ao ataque em busca do resultado. Note na imagem como Riascos recebe boa bola em profundidade e ninguém acompanha para dar opção ao colombiano. Transição ofensiva, a gente não vê por aqui.

Mais dois gols vieram na sequência, e curiosamente um de bola parada e outro por falha na marcação individual. O Corinthians arrastou a defesa vascaína para o lado do campo, criando um clarão no lado oposto, Guiñazu fica perdido na marcação e Elias foge por suas costas, Malcon atrai Christianno e com um toque tira os dois da jogada, e Elias finaliza mais uma vez contra o gol de Jordi. 3×0. Acompanhe as imagens.

O Vasco vai de mal a pior, e ainda pode terminar a rodada na ultima colocação. Agora se inicia um momento crucial, nove preciosos dias para mudar a cara do time. Esse tempo precisa ser aproveitado ao máximo. Comissão técnica e departamento de fisiologia devem chegar a um consenso de quantas sessões de treino esse grupo aguenta, com trabalho integral sempre que possível. E o treino técnico/tático deve ser priorizado. Novos conceitos devem ser aplicados, tendo em vista que os atuais não tem resultados eficientes. E não analiso pelo resultado final dos jogos, e sim pelo desempenho do time em campo.

Fora do campo, esperamos atitudes. Um clube dessa grandeza com a posição que ocupa na tabela e os números que apresenta na relação defesa/ataque (pior saldo entre os 100 clubes que disputam as séries A,B,C e D) não pode ficar no marasmo. Alguma atitude deve ser tomada em relação ao elenco e a comissão técnica.

Precisamos de 50% de aproveitamento nos jogos que restam para garantir a permanência na série A. Aproveitamento de parte de cima da tabela.

Precisamos de chegadas e partidas.

Ainda faltam 33 pontos

SV.

 

 

 

 

 

 

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