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Análise Tática – Fluminense 1×2 Vasco

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20/07/15

É o destino…

O destino quis que o Vasco se encontrasse em campo justamente em um jogo cheio de eventos extra campo. Exatamente no momento mais adverso no campo, na tabela e nos bastidores.

Celso Roth preparou uma equipe muito diferente de tudo que já tinha feito até hoje no Vasco, a começar pela plataforma de jogo: 4-1-4-1.

O Vasco formou com Jordi no gol, uma linha de quatro com Mádson, Aislan, Rodrigo e Christianno. Na frente dessa linha Anderson Salles protegia. A segunda linha de quatro tinha Herrera e John Cley como extremos com Serginho e Andrezinho como interiores, fazendo muitas inversões. Dagoberto como referência.

Outra mudança foi na fase defensiva, linhas adiantadas em meia pressão, incomodando demais a saída de bola do Fluminense, que abusou dos chutões.

Repare no Frame abaixo, a plataforma 4-1-4-1 e como o Vasco adiantou suas linhas.

Quando chegava ao ultimo terço do campo, o Fluminense encontrava o Vasco organizado e compacto, fazendo o jogo no chamado “campo pequeno”. Primeiro jogo que o Vasco consegue esse nível de organização nas mãos de Roth.

No frame abaixo podemos observar o campo pequeno vascaíno.

Mas nem tudo são flores(sem duplo sentido em relação ao Fluminense), alguns erros aconteceram, e podiam ter colocado o gol de Jordi em risco ainda no primeiro tempo. A transição defensiva falhou e mais uma vez o Vasco foi obrigado a defender sem superioridade numérica. Por sorte, Marcos Jr. erra na tomada de decisão.

Na fase ofensiva, o Vasco teve uma movimentação muito importante para vitória. Ainda longe do seu melhor nível físico e principalmente técnico, Dagoberto foi fundamental nos gols vascaínos.

No primeiro, Dagoberto sai do seu posicionamento inicial para receber um lateral de Madson nas entrelinhas tricolores. Gum, seu marcador, é correto ao não sair a caça do atacante, mas perde a referência de marcação e apenas acompanha o lance. Dagoberto, aciona John Cley e Andrezinho infiltra no espaço. Quando Gum entendeu onde deveria estar, já era 1×0 para o Vasco. A evolução do lance, nos dois frames abaixo.

O Primeiro tempo terminou com mais posse do Fluminense e mais controle vascaíno. Nem sempre ter a posse da bola é ter o controle do jogo.

No segundo o Fluminense voltou mais intenso, a entrada de Osvaldo trouxe uma dificuldade a mais para o sistema defensivo do Vasco. E logo o Fluminense achou seu gol. Gerson aproveitou uma subida de Christianno e recebeu em suas costas, com Rodrigo saindo da área para cobrir o lateral, Marcos Jr infiltrou no espaço sendo acompanhado por Salles, que corretamente parou na linha de Christianno e Madson, o problema que Aislan não teve a mesma leitura, e deu condições ao jogador tricolor. 1×1. Repare essa movimentação.

A vitória do Vasco começa a se desenhar com uma série de atitudes bem diferente do que a equipe esta acostumada a apresentar nesse Brasileiro. O meio campo vascaíno “encaixota” Marcos Jr, medida frequente em times bem compactados, e Andrezinho o desarma com um passe para trás, e recebe a bola novamente. O lance continua e assim como no primeiro gol, a movimentação de Dagoberto desarticula a defesa tricolor. O atacante puxa para esquerda, dessa vez arrastando Gum na marcação, o zagueiro fica em duvida se acompanha até o final ou fica guardando posição, oferecendo tempo e espaço para Dagoberto receber de John Cley e acionar o jovem mais a frente, que conduz e acerta um chute de rara felicidade. Observe a sequência.

John Cley é um caso muito comum. Sofre forte implicância da torcida. O jogador tem predicados importantes, ainda mais para um elenco tão limitado como o do Vasco. Com muita força física, alguma técnica, boa capacidade de ocupação de espaços e versatilidade, o jovem apresenta muita oscilação e peca nas tomadas de decisões, suficiente para despertar a ira da massa, que não perdoa mesmo sendo natural da idade. O meia merece um pouco mais de paciência de nós, cruzmaltinos.

O que esperamos agora é que tudo isso não tenha sido motivado pelas atitudes tricolores, e sim que seja uma evolução do time de Celso Roth. Precisamos que seja daí pra melhor, e aproveitar para acrescentar qualidade a esse grupo antes do fechamento da janela, na terça-feira. Reforços são necessários.

A situação continua sendo de alto risco.

Ainda faltam 33 pontos.

SV.

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2 comentários

  1. Paulo disse:

    Witor sempre preciso em suas analises…show
    gostaria de mencionar alguns pontos:
    1. o Aislan erra muito…errou no lance do gol, errou várias saídas de bola, errou desarmes e furou de novo.
    2. o Madson caiu muito de produçao…não ataca mais com tanta força, e mostra deficiencia na marcação
    3. o “buraco” na defesa do Vasco, que não cobriu (ela ou o meio campo) a subida do Cristiano é inaceitável.

    abcs

    [Reply]

    Witor Ruy Reply:

    Obrigado, Paulo !! Boas observações, Aislan prova a cada jogo que é um jogador de mediano para fraco. Madson vem oscilando, mas já era esperado pela diferença de nível do carioca para o brasileiro, e também por ser a unica jogada forte de ataque que o Vasco teve por muito tempo, acabou chamando a atenção atraindo o bloqueio a seu apoio. E o buraco que você cita é um ponto preocupante, pois exige sincronismo nos movimentos e no posicionamento, que normalmente se adquire com treinamento, coisa que nessa altura da temporada é escasso.
    Um abraço e SV.

    [Reply]

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