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Análise Tática: Goiás 3×0 Vasco – A reação que nunca vem

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23/08/15

Um dia depois do aniversário de 117 anos, o Vasco teve uma noite para esquecer em Goiás. Um jogo cheio de fatos inusitados trouxe mais uma derrota no campeonato brasileiro, e deu um balde de água fria na imensa torcida vascaína, que tinha novo ânimo com a troca no comando técnico e a vitória sobre o Flamengo.

A situação que já era pra lá de desesperadora, vai ficando cada vez pior. E seguindo a linha do copo meio cheio, quanto mais longe da salvação, mais tempo o clube tem pra pensar em 2016, e uma estratégia de fortalecimento das estruturas do clube, para que esse sobe e desce não se repita nunca mais.

Vamos ao jogo:

O Vasco iniciou o jogo com a mesma escalação e plataforma, 4-2-3-1,  da vitória de quarta contra o Flamengo. O Goiás teve a ausência do seu meia, Felipe Menezes e do seu substituto, Lineker. O técnico Julinho Camargo escolheu um 4-3-3 para iniciar a partida. Observe a distribuição e escalação de cada time:

A equipe do Vasco sofreu o primeiro golpe aos 4 minutos de jogo. O gol de bicicleta de Zé Love acontece após falha na marcação da equipe, no arremesso lateral do Goiás, na área vascaína. A jogada esta sendo cada vez mais utilizada, e a marcação que o manual indica, é dupla no receptor da bola. Um marca o jogador por trás e outro pela frente, para dificultar as ações do jogador. O Vasco vacilou duas vezes, não fez a marcação dupla, só Rodrigo marcava Bruno Henrique, receptor,  e Anderson Salles se permitiu ficar preso as costas de Zé Love. Repare no frame abaixo, como era tranquilamente possível, Guiñazu encostar na marcação.

Mesmo com a mudança de treinador, e com novos jogadores na equipe, o Vasco não perdeu uma característica que prejudica muito o desempenho do time: o desequilíbrio pós gol sofrido. E ele veio. E aparece principalmente nos jogadores menos dotados de qualidade técnica, o q é natural. Christianno errou tudo que foi possível errar nesse jogo. Até esquecer de se alinhar aos companheiros em ação defensiva, o jogador conseguiu, dando condições de jogo ao atacante Érick que perdeu boa oportunidade. Em uma inversão de jogo, Christianno se enrolou com a bola e perdeu para Bruno Henrique, segurou o atacante, é verdade, mas o fato curioso é o bandeira chamar a responsabilidade para marcar a penalidade que ocorreu em uma zona difícil de distinguir se realmente foi dentro área. 2×0.

O desiquilíbrio continuou, o time estava visivelmente nervoso, e o pior aconteceu, Jorge Henrique foi expulso aos 20 minutos. Lance que poderia ser facilmente administrado, pelo arbitro, com cartão amarelo. Mas a arbitragem deve ter saído satisfeita com seu trabalho, principalmente pelo resultado do jogo.

Se com 11 estava difícil, com 10 ficou perto de impossível. O Serra Dourada tem o campo com as maiores dimensões do campeonato brasileiro, o que torna a inferioridade numérica no jogo mais sentida. Mas se pôde extrair algo de positivo de tudo isso. O time está mais organizado e com bons conceitos. Jorginho formou um 4-4-1 para se organizar com um jogador a menos e terminou o primeiro tempo com posse de bola maior que o Goiás. Repare o frame.

Mesmo com a dificuldade de ter um jogador a menos, foi possível notar alguns conceitos interessantes, o que confirma a já esperada evolução da equipe. Claro que tardia, a mudança foi retardada ao máximo pela diretoria do clube, o que dificulta ainda mais a situação na tabela.

Repare no frame abaixo, como o Vasco avança a marcação para incomodar a saída de bola do Goiás, tirando as linhas de passe e forçando o zagueiro a buscar a bola longa.

O segundo tempo veio e o Goiás administrou o resultado. Jorginho ainda tentou trocar o isolado Riascos por Herrera, mas não surtiu efeito. Também trocou Guiñazu por John Cley, fazendo Julio dos Santos jogar por dentro, para ter posse e passe no meio campo. Mas a expulsão de Rodrigo, em pênalti cometido em cima de Érick , não deixou duvidas que para o Vasco só restava aguardar o apito final.

A moral fica baixa para o jogo contra Flamengo, quarta feira, e além dos três pontos, o Vasco ainda perdeu Rodrigo e Jorge Henrique pelas expulsões, e John Cley com terceiro cartão amarelo, para o confronto com o Figueirense, na próxima rodada.

O vascaíno sofre, o convívio nas redes sociais se tornam um grande incomodo, a agilidade dos aplicativos de celular em criar piadas, são cruéis. Até nos grupos de vascaínos esta difícil falar de Vasco, pela divergência de idéias.

A torcida escolheu acreditar, pois enquanto há vida deve haver esperança, mas ela precisa ser alimentada jogo a jogo, e não posta em dúvida.

Que a classificação na Copa do Brasil renove esse fio de esperança.

SV.

 

 

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2 comentários

  1. Helder Anselmo Soares Jardim disse:

    Time nervoso! Isso é mentira!
    Joguei na várzea de Santos e vi muitos pilantras no apito,assim como estes dois CANALHAS,que dirigiram o jogo de Goias x Vasco.Só que quando o jogo terminava o homem ficava nas nossas mãos!..
    Aqui no Brasileirão agente vê e fica calado??
    Temos que ajustar isso aí!
    O cara já é de pedigree,da “turma da cusparada”(PAULISTA)que diga o Neto(hoje comentarista)e também esse ladrão é irmão do comentarista de arbitragem do plinplin.É um esquema fechado esse maldito e corrupto futemerda brasileiro! lama do caralho!!

    [Reply]

    Witor Ruy Reply:

    Fala Helder !!! Na minha avaliação o time já estava desestabilizado pela situação e pelo lance inusitado do pênalti. Acredito que passe por aí a reação do Jorge Henrique, apesar de não ter feito nada com o adversário. Se temos problemas com arbitragem, precisamos ter inteligencia emocional para evitar esses casos. Um abraço.

    [Reply]

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