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Análise Tática: Santos 1×0 Vasco – Despedida de Roth (se Deus quiser).

por
13/08/15

Foi pouco, ficou barato, na promoção, para o time de Celso Roth. Time de Celso Roth, pois isso em nada se parece com Vasco.

Celso Roth adquiriu durante a sua carreira a fama de retranqueiro, justamente por montar times voltados a um sistema defensivo muito sólido, preterindo o ataque na maioria das vezes. Parecia ser a unica virtude do treinador, que conseguia resultados a curto prazo com a estratégia de jogar por uma bola. Mas agora nem isso ele consegue mais. O tempo passou, o futebol mudou, e as técnicas de treinamento se aperfeiçoaram. O que se espera de um profissional é que acompanhe as mudanças de sua área de atuação e se atualize. Celso não fez isso, e suas convicções hoje são ineficientes. Não a toa, passou 2014 desempregado após deixar o Coritiba em ultimo lugar em 2013, que teve em Marquinhos Santos seu sucessor e salvador.

Vou postar imagens, mas não vai ter análise tática. Poderia analisar uma estratégia que não deu certo, se houvesse alguma. Não há estratégia, não há modelo de jogo, não há o que analisar. O que posso fazer é mostrar como o time do Celso Roth se comporta como um time de várzea.

O time do treinador que se notabilizou por montar sólidos sistemas defensivos, ofereceu a oportunidade do Santos chegar cinco vezes na cara do seu goleiro para finalizar, sem ser incomodado.

Nesse frame abaixo Ricardo Oliveira entra na área, enquanto a jogada é realizada no fundo, e finaliza de cabeça. Toda essa trajetória é feita sem marcação.

Na sequência do lance, o Santos trabalha pelo flanco oposto e novamente uma finalização na cara de Martin Silva, que Jomar salva em cima da linha. Repare como dois jogadores saem na cobertura. O time esta desordenado. Observe.

Três jogadores do Santos trocam passes e se movimentam conseguindo envolver cinco jogadores do Vasco, até Ricardo Oliveira sair sozinho na cara do gol.

Espaços são oferecidos em abundância, repare no frame abaixo que o Santos nem precisa usar o latifúndio que existe entrelinhas.

As diagonais não são vistas pelos jogadores do sistema defensivo do Vasco.

Se já esta claro que a defesa não funciona, o que dizer do ataque. Além de não haver compactação defensiva nem ofensiva, os jogadores de ataque do Vasco não encontram uma só companhia para dialogar, exatamente como contra o Corinthians.

Difícil é entender, como um time que ataca assim, consegue levar um contra ataque de 4 contra 2. Desorganização total.

O futebol é um jogo coletivo, e na minha avaliação, qualquer critica individual seria injusta. Muitos torcedores responsabilizam A, B ou C. Na verdade, todos os jogadores do clube são contestados pela torcida. Assim como muitos foram superestimados no estadual. Não cabe subestimar agora. Quando existir alguma ideia coletiva, analisaremos quem entende e cumpre suas funções, e que deixa a desejar. Nesse momento é hora de uma troca no comando, de forma urgente, pois o coletivo sim, é responsabilidade do treinador.

Que Celso Roth entenda que precisa de reciclagem, estude e busque as atualizações necessárias. Ou procure outra profissão.

Um abraço.

SV.

 

 

 

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