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Análise Tática: Vasco 0x0 Joinville

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10/08/15

Preciso confessar aos amigos a dificuldade que tive para produzir este post. O ânimo já foi embora. E a pobreza tática do time do Vasco dificulta qualquer análise.

O curioso, é que o tempo para preparar a equipe era o grande vilão do treinador Celso Roth, e depois de 10 dias de intervalo, o time não apresenta absolutamente nada. Quer saber o motivo ?? Vamos lá.

O Vasco jogou quarta feira contra o Corinthians, é normal o time não ir a campo no dia seguinte aos jogos. A partir daí as respostas para o desempenho pífio do time. De 14 sessões de treinos, 9 físicos.

No sábado anterior, o grupo foi para a arena Akxe, na Barra da Tijuca, para treinar em caixa de areia. Domingo, folga. Nas 5 cinco sessões de treinamento em campo, coletivos sem bola, coletivos sem adversário, treinos muito utilizados nos anos 90, que foram substituídos por práticas muito mais eficazes. Treinos sistêmicos são os mais utilizados hoje em dia, trabalhando as partes física, tática e técnica ao mesmo tempo, otimizando o tempo. Treinos curtos e com alta intensidade. Como diz o promissor treinador do Grêmio, Roger Machado, “se você treina com intensidade alta, você joga com intensidade alta”. O jovem treinador é adepto de sessões de 45 minutos de treino.

As melhores atitudes de Eurico em sua volta a presidência do clube foi a criação de dois departamentos, trazendo profissionais referência em cada setor. O CAPRES (departamento de fisiologia) e o CIA Vasco (departamento de análise). São estruturas de dar inveja a qualquer clube do Brasil, o CAPRES chega a ser procurado por profissionais de todas as modalidades dos mais diferentes lugares do mundo. Resta saber se o treinador faz uso corretamente dessa estrutura.

Isso posto, vamos ao que se pode extrair do jogo.

O Vasco iniciou o jogo em um 4-2-3-1 com Martin Silva no gol; Mádson, Jomar, Rodrigo e Cristiano na linha defensiva; Guiñazu e Anderson Salles; Julio dos Santos pela direita, John Cley como meia central e Dagoberto pela esquerda; Herrera na referência.

O Vasco iniciou a partida buscando uma pressão alta no campo do Joinville, para recuperar a bola perto gol adversário. Essa pressão não durou mais do que 10 minutos, baixando o bloco, com a fase defensiva em 4-4-2 deixando Dagoberto junto a Herrera.

Conforme já observamos muitas vezes por aqui, os encaixes de marcação individual do Vasco são facilmente desestruturados com a movimentação adversária, como no lance em que o lateral Diego do Joinville foi parar em frente a Martin Silva. Observe:

Em fase ofensiva, o Vasco abusou das bolas longas, que pela falta de imaginação da equipe se transformou na unica jogada da equipe no 1º tempo. Com Rodrigo procurando Cristiano ou Julio dos Santos buscando as infiltrações de Mádson, movimentação que colocou o sistema defensivo do Joinville em apuros. Julio teve que descer varias vezes  para auxiliar a saída de bola, abrindo o corredor para o lateral explorar. Como no frame abaixo.

Mas a falta de compactação ofensiva atrapalhou muito o jogo vascaíno, muitas vezes os times se dividia entre ataque e defesa, quatro jogadores para atacar e seis para defender. Isso com dez dias entre um jogo e outro. Qual será o culpado dessa vez ??

Os volantes continuam se negando a participar das ações ofensivas, seja na construção ou na aproximação de apoio para um passe de retorno, nem para gerar essa compactação. Observe:

No segundo tempo, o Vasco foi trocando e amontoando atacantes, mas com total ausência de imaginação e proposta de jogo. Estava claro que nada iria acontecer. E ainda bem que não aconteceu, pois a falta de pontaria do atacante Kempes do Joinville, foi o que permitiu que o zero não saísse do placar.

A jogada mais emblemática do jogo e finalizações mais perigosas foram as do Rodrigo e Jomar contra o gol do Martin.

E isso foi tudo que Celso Roth conseguiu que o Vasco apresentasse em 10 dias de trabalho. Quase nada. É o fim dos tempos.

Bom, a análise tática do Vasco volta quando o time tiver alguma coisa que se possa analisar.

Um abraço.

SV.

 

 

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3 comentários

  1. Maurício Liberato disse:

    E no segundo tempo ele continuou com o famoso e repetitivo 4.2.3.1 com o meio de campo com guina e Júlio de volante Rafael Silva pela direita, John cley pelo meio e riscos pela esquerda com o thalles centralizado

    [Reply]

    Witor Ruy Reply:

    Perfeito Mauricio. E o problema nem é a plataforma que é usada, mas sim a sua execução. Um abraço.

    [Reply]

  2. Jorge Clapp disse:

    Esse Roth é a cara do Eurico e de sua maldita curriola ..estamos ferrados….

    [Reply]

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