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Análise Tática: Vasco 0x1 Figueirense – Requintes de crueldade.

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31/08/15

Mais um sábado de puro desgosto para o torcedor vascaíno. E dessa vez, com requintes de crueldade. O time fez o torcedor acreditar que nesse jogo seria diferente. Mas não foi.

Jorginho manteve a mesma plataforma de sempre no time, o 4-2-3-1, mesmo com os desfalques. Já René Simões colocou o Figueirense em um 4-3-3 com fase defensiva em 4-1-4-1. Repare na imagem.

O Vasco vinha animado pela classificação para as quartas de final da Copa do Brasil em cima do maior rival, e apresentou alguma evolução na estrutura coletiva da equipe. A construção de jogo, que antes só se dava através de bola longa dos zagueiros, pouco foi vista contra o Figueirense. O time se esforçou para jogar pelo chão e apesar de não ter sido um primor de eficiência, foi bom ver esse conceito sendo aplicado na equipe. Apesar da referência de construção sempre ter sido Julio dos Santos, que joga como extremo pela direita, a esquerda foi o lado preferencial na saída de bola vascaína. Christianno e Guiñazu tiveram Nenê e Rafael Silva abrindo linhas de passe para o time evoluir. Isso foi paliativo para a dificuldade de Serginho e Guiñazu em jogar verticalmente.

A aproximação do meio ao ataque era outra deficiência, pouco vista nessa partida. Inclusive já foi visto movimentações do manual do 4-2-3-1, como quando a jogada é de um lado, o extremo oposto se posiciona na área, como no frame abaixo.

O Figueirense levava muito perigo com uma rápida transição ofensiva, pautada na movimentação do trio de ataque, em que o centroavante Alemão recua buscando as entrelinhas e os extremos Dudu e Clayton entravam, velozes que são, em diagonal, colocando em apuros a zaga vascaína. O Vasco contou com o bom Anderson Salles em uma noite muito infeliz. Observe um caso desse no frame abaixo.

Em alguns momentos, o Vasco adiantou a marcação, colocando a saída de bola do Figueirense em dificuldades, como no lance do frame abaixo, em que Rafael Silva roubou a bola e foi precipitado ao finalizar de fora da área.

Jorginho fez uma modificação interessante no intervalo, Riascos não estava bem no jogo, e saiu para entrada de Andrezinho. Nenê e Andrezinho se alternavam como referência móvel, assim como Roger Machado faz no Grêmio com Douglas e Luan. Essa formação durou poucos minutos, pois por circunstância, Thalles entrou no jogo, mas pode ser um indício de formação para a sequência.

O Vasco teve inúmeras oportunidades de abrir o placar, e a cada desperdiçada o desespero aumentava, e essa pressão pesava nas costas dos jogadores, que titubeavam para finalizar por falta de confiança. Como no contra ataque bem puxado por Nenê que deixou Rafael Silva em boa condição para finalizar ou passar para Christianno, o jogador demorou e não fez nenhuma coisa nem outra. Observe o frame.

O Figueirense ocupava bem os espaços defensivos, e a ansiedade para resolver o jogo fazia com que o Vasco jogasse a bola na área, mas as coisas não dão certo. O lance mais emblemático, foi o do frame abaixo, Thalles teve todo tempo do mundo para resolver o jogo e não teve competência para tal.

E um duro golpe vem aos 48 minutos do segundo tempo. O torcedor não merecia isso, a atuação do time não merecia isso. Mas ninguém faz tantas escolhas erradas durante uma temporada e sai impunemente. E ficou um pouco tarde para corrigir tantos erros.

O Lance começa com um lateral batido por Christianno na área, uma jogada desperdiçada. E o detalhe é que Luan e Guiñazu estão com o posicionamento invertido, o que não era pra ter problema nenhum, mas a bola de Clayton entra nas costas do volante e no tempo certo, Marcão domina e desvia por baixo de Martin. Ao contrário do que acontece com o Vasco, todos os detalhes dão certo para o Figueira no ultimo lance da partida.

O Vasco não teve sorte, afinal, o azar persegue os incompetentes, e não me refiro a Jorginho nem aos jogadores, muito menos culpo exclusivamente o presidente, mas sim a todos os envolvidos por pensar e executar tudo que envolve o futebol do Vasco neste ano.

O Vasco deveria começar a corrigir seus erros de forma urgente, começando pela contratação de um executivo de futebol. Mas um profissional qualificado, com conhecimento e bom transito no mercado, e não uma figura decorativa, simplesmente para ocupar o cargo. Um nome do nível de Rodrigo Caetano, Felipe Ximenes, Anderson Barros…. para junto a Jorginho e sua comissão, produzir o melhor desfecho de ano possível e estruturar o futebol para 2016, esteja o Vasco onde estiver.

As chances reais já não existem, as matemáticas estão se acabando, a chama da esperança se apaga no peito do torcedor vascaíno. Vamos continuar acompanhando, mesmo descrentes. Mas nosso destino parece traçado…

Os próximos desafios são Internacional no Beira Rio e AtléticoMG no Maracanã. Se você escolheu acreditar, acredite que vamos somar 6 pontos. Talvez depois disso eu também acredite.

SV.

 

 

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7 comentários

  1. Felipe disse:

    Exatamente, todos os envolvidos no futebol do Vasco tem culpa. O Vasco precisa de profissionais com mentalidade atual. Em relação ao jogo contra o figueirense, apesar de não ter qualidade, Thalles deveria ser titular, o Vasco precisa de um centroavante. Guiñazu já era, só raça, 0 técnica, os laterais também vacilam muito na defesa, eu colocaria o Vasco assim: Martín; Nei(lesionado), Luan, Anderson Salles, Júlio César; Jean Patrick, Lucas, Nenê, Andrezinho; Rafael Silva e Thalles.

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    Witor Ruy Reply:

    Realmente Felipe, Guiñazu tem deixado a desejar e a necessidade de um centroavante é muito grande. Um abraço,amigo.

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  2. Fábio disse:

    Jogo a toalha, infelizmente o vasco não escapa mais do rebaixamento.. Mas eu li que o Eurico Miranda tá mais preocupado em ferrar o flamengo em vez de dar bronca ou sei lá o quê pra fazer estes caras jogarem bola. Fiquei sabendo qque no fim do campeonato o eurico vai denunciar a escalação de um jogador do fla e vai provocar a perda de 26 pontos causando talvez o rebaixamento ou quem sabe a “joão avelanje II” srsr. Aí de quebra o vasco não cai. Em 2013 o flamengo e fluminense foram favorecidos pelo erro da portuguÊsa (pra mim pagaram ao presidente do clube pra obrigar o tecnico a escalar o jogador irregular, mas a globo abafou o caso). Galera do Canelada vcs que são os gurus do futebol com imparcialidade diz ai se tem rumo este boato?

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    Witor Ruy Reply:

    Fala Fábio, rolou sim uma situação duvidosa em relação ao Armero. Ele estava emprestado ao Milan pela Udinese, que o repassou ao Flamengo, e ao fim do contrato com o Milan, ficou impossibilitado de jogar até que um novo contrato fosse firmado. Mas ele não jogou nesse período, e a CBF já confirmou que a situação está OK. Infelizmente cada semana surge um boato diferente. Um abraço, amigo.

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  3. Matheus disse:

    O Vasco não tem bons volantes. Também não tem bons atacantes. Temos bons zagueiros e bons meias, apesar da falta de velocidade e da idade avançada. Será que uma solução eficiente para propôr um jogo diferente não é fechar uma linha de 4 rígida na defesa com Luan pela direita, Rodrigo e Salles no centro e R. Vaz na esquerda? Me parece que daria uma boa consistência defensiva. Nesse caso, Serginho (o menos pior) seria o único volante e Jorge Henrique, Andrezinho, Nenê e Madson formando uma linha de meio-campo. No ataque eu apostaria no Herrera, que é fraco, mas pelo menos é brigador. Mas a 9 deve ficar com esse Leandrão, que trouxeram. Em todo caso, já não acredito mais. Mas vejo essa possibilidade de um 4-1-4-1 na teoria com bons olhos. SV.

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    Witor Ruy Reply:

    E aí Matheus, beleza ? Cara, gostei da sua visão, achei interessante, seria uma formação bem inglesa com laterais presos e subindo para opção de retorno. Mas a gente sabe que uma mudança desse nível exige uma série de movimentações e ajustes, nessa fase de jogo quarta e domingo ficaria difícil criar mecanismos para o time jogar de forma mais posicional. Mas não custaria tentar, curto as inovações. Um abraço, amigo.

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    Matheus Reply:

    Verdade. O Luan tem boa técnica e fecha bem o corredor direito. O Rafael Vaz está meio esquecido, mas tem qualidade no passe longo, bate bem na bola, e é canhoto. Essa opção elevaria a altura média do time, melhoraria a qualidade da bola parada, etc. O desafio seria manter as linhas próximas, com compactação. E o volante único acertar o posicionamento entre as linhas. Com tempo para treinar e adaptar o time, acredito que daria certo. Mas o jeito é torcer para o 4-2-3-1 do Jorginho dar liga e um milagre acontecer, hehe. Abraço!

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