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Analise tática: Vasco 1×4 Palmeiras

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27/07/15

Uma distância técnica muito grande. Uma diferença de intensidade gritante. Um abismo tático. Todos esses ingredientes reunidos dentro do caldeirão lotado e o resultado não poderia ser mais fiel a realidade dos dois clubes.

A falta de um diretor executivo para planejar a montagem do elenco, e até uma mudança nesse momento, é dolorosamente sentida na colina. Os equívocos da diretoria nas escolhas dos jogadores e até do treinador, refletem diretamente no desempenho do time na tabela do campeonato. Ninguém troca Doriva por Celso Roth impunemente.

Mas vamos ao jogo.

Celso Roth manteve a plataforma dos últimos jogos e mandou a campo a mesma escalação do jogo contra o Fluminense. 4-1-4-1 com Martin no gol, Mádson, Aislan, Rodrigo e Julio César na primeira linha. Anderson Salles na proteção. Na segunda linha Guiñazu e Andrezinho como interiores ou meias, John Cley e Herrera como extremos. Dagoberto na referência do ataque.

O problema é que a execução das linhas deixaram muito a desejar nas transições. Repare no frame o espaçamento entre as linhas e a facilidade que teve o Palmeiras para trabalhar nesse espaço.

E pior do que cometer erros, é cometer os mesmos erros de sempre. Já perdi a conta de quantas vezes postei imagens do Vasco tendo que se defender com inferioridade numérica, coisa absurda para um time de futebol de alto rendimento. Então la vai mais uma, e essa é do inicio do jogo, 3 minutos, primeiro gol do Palmeiras.

E aproveitando que o assunto são os erros recorrentes, vamos falar de 2ª bola. Os volantes do Vasco afundam no meio da zaga e a entrada da área fica desguarnecida. Isso acontece em todos jogos, o leitor que acompanha este blogueiro já viu isso varias vezes. Ainda não descobri se eu enxergo demais ou o Celso Roth de menos. Palmeiras 2×0.

E o jogo seguiu com supremacia total dos paulistas. Posse de bola envolvente e controle total do jogo. Não da pra não citar a péssima atuação de Martin Silva, com alguma responsabilidade nos 3 gols que sofreu. Destaque total para o terceiro, com uma falha bisonha de tempo de bola, que deixa clara a precipitação da sua escalação.

O segundo tempo veio e com ele quatro alterações. Jordi, Serginho e Riascos entraram no lugar de Martin, Aislan e Dagoberto. A quarta alteração foi na estrutura tática do time. Celso Roth mandou um 4-4-2 em linha para tentar arrumar o time. Mas um time mal treinado, não tem escalação ou esquema tático que resolva.

Riascos perde a bola no meio e repare no frame como os jogadores do Palmeiras estão bem preparados para a transição ofensiva, ganhando facilmente a frente dos jogadores do Vasco.

No próximo frame veremos o lance em que Egídio pega a bola no campo de defesa e é bloqueado por Rodrigo quase na pequena área vascaína. Alem do espaço que ele percorre, existe uma opção de passe dando profundidade e confundindo os perdidos defensores. Espaço entre os zagueiros desprotegidos é outro erro já mostrado por aqui.

O quarto gol do Palmeiras sai de uma desatenção de um time abatido e entregue, uma falta batida rapidamente para Rafael Marques que foge em um espaço completamente esquecido pela defesa do Vasco. Outro erro infantil demais para ser cometido por uma equipe profissional. Nenhum jogador na bola pra retardar a cobrança e dar tempo da retaguarda buscar o melhor posicionamento.

O Vasco ainda conseguiu o gol de honra com Riascos em um dos poucos passes que Serginho acertou no tempo que esteve em campo. Muito pouco pra grandeza desse clube.

Alguns torcedores culpam Martin por essa derrota, culpam Guiñazu por outras, Doriva também já foi o culpado, assim como a escalação foi responsável por muitas derrotas, no entendimento de muitos. Mas não adianta esboçar escalação, o elenco é fraco, e por isso qualquer time que se escale será fraco. Poderia sim ser melhor treinado e orientado, mas a escolha da diretoria foi por um treinador que não tem o sucesso como resultado da maioria de seus trabalhos. Ainda que o treinado fosse reconhecidamente competente, seria árdua a missão de tirar esse grupo da parte de baixo da tabela, imagina com Celso Roth.

Eurico não parece ter força nem saúde para correr atras das soluções. O Vasco fica entregue a Euriquinho, que ninguém sabe que cargo ocupa no clube. E os erros se sucedem, enquanto os adversários se reforçam, o Vasco se enfraquece. Gilberto deve rescindir essa semana.

Faltam 23 jogos e 33 pontos. Não temos mais tempo.

SV.

 

 

 

 

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1 comentário

  1. rodnei disse:

    É uma vergonha esse timinho do Vasco. Segundona mais uma vez

    [Reply]

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