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Análise Tática – Vasco x Chapecoense

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5/07/15

Para vencer o Avaí, o técnico Celso Roth abandonou o seu 4-4-2 e recorreu ao 4-2-3-1 da época do Doriva, na metade do segundo tempo. Vitória conquistada, então o treinador resolveu utilizar essa plataforma desde o inicio contra a Chapecoense.

Com certeza Roth não gostou do que viu. O time não apresentou a compactação dos dois últimos jogos e perdeu força ofensiva, ou seja, uma catástrofe. Muito pelo novo posicionamento de Riascos, como extremo direito o colombiano mostrou dificuldade de entender a função, deixando generosos buracos do seu lado e ainda não foi tão presente dentro da área como nas outras partidas. Emmanuel Biancuchi também não cumpre bem as funções defensivas e o time ficou muito exposto.

Observe o Frame:

No frame acima fica claro que Riascos não acompanha o lance e Madson fica com dois jogadores. Emmanuel também acompanha o lance à distância. Aislan deu uma furada bisonha e quase a Chapecoense aproveita.

No frame abaixo, o extremo esquerdo da Chapecoense Hyoran, recebe a bola pelo meio arrastando Madson e abre o corredor para o Lateral Denner descer em velocidade, Riascos está no lance, porém atrasado. O lateral cruza e Camilo finaliza com perigo.

As funções defensivas de um extremo não exigem somente força e velocidade para fazer o corredor, e muito menos se resume em acompanhar o lateral adversário. É necessário dedicação e leitura do jogo para ocupar os espaços relevantes. A dificuldade de Riascos nessa função pode comprometer o time, Roth precisa repensar esse posicionamento.

Outro ponto que precisa ser olhado é a fase ofensiva do time. Sim, a entrada de Andrezinho pode melhorar, mas não é só nos meias o problema da equipe. quando o adversário se compacta em bloco médio ou baixo, o Vasco tem dificuldade na proposição do jogo. Guiñazu e Serginho naturalmente são chamados para o jogo, e muitas vezes com espaços para pensar, mas as limitações técnicas dos dois travam o time. Os dois volantes não tem o passe vertical e nem são volantes infiltradores.

No frame abaixo é possível notar  como o jogo solicita a presença de ambos, mas Serginho olha e não avança. As setas indicam a movimentação ideal, com Emmanuel invadindo a área para arrastar a marcação e Serginho aproveitando esse espaço para finalizar.

Outro problema no jogo ofensivo do Vasco, é o desempenho de Gilberto. O jogador tem valências importantes para um atacante, tem boa velocidade, tem força, boa impulsão e bom chute de média distância, mas peca demais na tomada de decisão e no posicionamento como centroavante. As bolas cruzam a área diversas vezes e não acha o jogador. Falta o “feeling” de matador.

Roth voltou do intervalo com Jonh Cley no lugar de Emmanuel. O plano era claro, voltar com duas linhas de 4 e Riascos com Gilberto na frente como nos outros dois jogos. Mas algumas coisas parecem ter passado do tempo, e a presença de Christianno no time titular é uma delas. O jogador vem “avisando” constantemente que vai deixar o time em maus lençóis, e ontem deixou. Expulso (justamente) com um minuto do segundo tempo, tornou a equipe nula ofensivamente. Mas a execução das duas linhas melhorou, mais compactado o Vasco passou a negar espaços a Chapecoense que passou a abusar das jogadas aéreas.

Abaixo o flagrante da compactação.

O problema é que para se proteger das bolas alçadas o Vasco povoou a área e se descuidou da segunda bola, gerando varias oportunidades para a finalização dos catarinenses.

Repare no frame abaixo

Para finalizar, um detalhe que o blogueiro chamou atenção dos vascaínos varias vezes. Lucas sabe jogar com a bola no pé, mas marcando é uma negação. São inúmeras finalizações de jogadores marcado por ele esse ano. Apesar da boa estatura, o volante não consegue ganhar as disputas de bola na área. E mais uma vez, o zagueiro catarinense conseguiu ajeitar a bola e fazer o giro de bicicleta, sem ser incomodado pelo volante vascaíno.

A expulsão de Jonh Cley deixa bem evidente o desequilíbrio emocional da equipe.

Apesar das duas vitórias, a fraqueza do elenco vascaíno pesa. Nem a entrada de Andrezinho, Herrera e Dagoberto são garantia de melhores dias para a torcida. Tomara que a diretoria também pense assim e nos apresente novidades essa semana. Por enquanto só nos resta fazer as contas.

Faltam 36 pontos.

SV.

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2 comentários

  1. José Henrique disse:

    Muito boa a análise Witor!
    Se os volantes não avancam, o Roth poderia então usar os laterais para triangular com os atacantes e deixar os volantes para cobrir a subida dos alas.
    Talvez o maior empecilhos disso seja a falta de qualidade do elenco.
    Talvez jogar com um atacante e por uma bola, como medios/pequenos, pois a meu ver a primeira meta do cruzmaltino é evitar o rebaixamento.
    Falta muito ao Vasco qualidade na marcação e na compactação defensiva e isso complica muito

    PST!

    [Reply]

    Witor Ruy Reply:

    @José Henrique, Perfeito, Zé. A maior carência do Vasco é a limitação do seu elenco.

    [Reply]

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